MOVIMENTO LGBTQIA+

Como todo dia 28 de Junho, domingo foi comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQA+. O que para privilegiados e desentendidos não passa de um dia repleto de bandeiras do arco-íris, para muitos significa uma data  para celebrar vitórias históricas e um grande caminho ainda a se percorrer.

Como surgiu o movimento?


Na manhã do dia 28 de junho de 1969, em Greenwich Village, nos  Estados Unidos gays, lésbicas, travestis e drag queens enfrentaram policiais e iniciaram uma rebelião que se tornou a base para o movimento pelos direitos LGBT nos Estados Unidos e no mundo. Este episódio foi uma resposta às ações exacerbadas da polícia que habitualmente promovia batidas e revistas humilhantes em bares gays de NY. Conhecido como Stonewall Riot, o episódio durou 6 dias e é considerado até hoje o marco zero do movimento LGBT contemporâneo.

Ao longo da História

Diferente do que se vê atualmente, segundo diversos pesquisadores e historiadores as questões associadas a orientação sexual e gênero foram aceitas em diversas civilizações ao longo da história.  Algo que deveria ser natural tendo em vista o tempo que humanidade percorreu, no entanto, em muitos países, gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais foram e ainda são constantemente violentados, presos, torturados, perseguidos e mortos, sem resguardo de leis ou qualquer medida protetiva contra agressores.

No século XIII, o  primeiro código penal contra a homossexualidade pertencente ao império de Gengis Khan, definia que sodomia deveria ser punida com a morte. E assim fizeram também diversos países do Ocidente impondo medidas  e leis  similares de combate a homossexualidade.

Durante a epoca naziata, o LGBTs eram levados aos campos de concentração e de acordo com uma marcação que revelava sua orientação sexual soluções médicas e psicológicas “tratavam” essas pessoas. Nesse tempo da história a homossexualidade era considerada uma doença mental, e assim, a curavam  através de métodos como: a castração, a terapia de choque, a lobotomia e os estupros corretivos.

E se você acha que tais atrocidades fazem parte de um  passado  muito distante, melhor voltar para a nossa atual realidade. Em diversos países, comunidades terapêuticas continuam a oferecer serviços de “cura gay” e ainda nesta década, a relação homossexual é  considerada crime em mais de 70 países, sendo que dessa lista, 13 nações preveem pena de morte como penalidade. 

E pensando no âmbito nacional, no Brasil, segundo relatório de 2019 do Grupo Gay da Bahia (GBB), um LGBT é assassinado a cada 26 horas, poderia ter sido seu colega de trabalho, seu irmão, ou até mesmo seu filho a ser só mais um número nessa estatística.

Os objetivos dos movimentos LGBTQIA+

Ainda que hajam várias pautas extremamente pertinentes a serem debatidas e abordadas, por não se tratar de um movimento centralizado, com lideranças organizadas e definidas, é complexo definir quais são as principais do Movimento LGBTQIA+. Todavia, existem diversos objetivos comuns aos movimentos ao redor do mundo, como:

  • criminalização da LGBTQIA+fobia;
  • respeito;
  • fim da criminalização da homossexualidade e das penas correlatas;
  • respeito;
  • reconhecimento social da identidade de gênero;
  • respeito; 
  • fim do tratamento das identidades trans como patologias;
  • respeito;
  • fim dos tratamentos de “cura gay”;
  • respeito; 
  • casamento civil igualitário;
  • respeito;
  • permissão para casais homoafetivos adotarem crianças;
  • respeito;
  • respeito à laicidade do Estado e fim da influência religiosa nos processos políticos;
  • respeito;
  • políticas públicas pelo fim da discriminação;
  • respeito;
  • política em empresas de incentivo à contratação da diversidade; 
  • respeito;
  • fim dos estereótipos LGBTQIA+ na mídia e representatividade da comunidade nos meios de comunicação.

Meu papel como cidadão

Felizmente, ainda vivemos em uma sociedade que nos permite ter liberdade de expressão, no entanto, que fique mais que claro, a sua liberdade de expressão vai até onde a de outra pessoa começa. Isto independe de sexo, gênero, raça, orientação sexual, credo.

Tendo isso muito bem esclarecido em sua mente e refletindo em seus atos, entenda também que não é necessário gostar de nada nem ninguém. Ufa, né? Mas você deve sim respeitar a todos e qualquer um. A busca pelo pertencimento por si só já é uma luta difícil e constante das pessoas por seu bem-estar emocional, sendo assim, não dificulte o dos demais que já tanto sofrem com olhares, comentários e muito mais.

Ser LGBTQIA+ não é um problema psicológico, não é doença, é somente uma realidade, uma expressão que pode ser diferente da sua, mas não menos digna de respeito. Seja alguém que não se preocupa somente com seu bem-estar, permita aqueles que estão próximos de você, também se sentirem livres e completos para viver, serem aceitos e serem quem quiser.